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10 outubro 2019

O QUE É A SÍNDROME DOS OVÁRIOS MICROPOLICÍSTICOS?

Postado por: Administração Laboratório Maringá às 11:01

     A síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP) é caracterizada pela presença de pequenos cistos nos ovários acompanhada de alterações hormonais e metabólicas, causando comumente irregularidade no ciclo menstrual, aumento dos hormônios masculinos e resistência insulínica. Algumas das repercussões desse conjunto de alterações incluem excesso de pêlos, obesidade, acne entre outros, podendo também prejudicar a fertilidade.

     Ela é conhecida desde o final do século passado e sabe-se que há uma certa influência genética para o seu desenvolvimento, porém não há uma causa específica, é considerada multifatorial. Apesar disso, o diagnóstico precoce pode evitar complicações e o surgimento de outras doenças. Sua importância se baseia nas repercussões no ciclo menstrual, na reprodução, na estética e na sua condição de fator de risco metabólico e cardiovascular. A Síndrome dos Ovários Micropolicísticos é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres na idade reprodutiva.

     A suspeita se inicia a partir do momento em que a menstruação se mostra irregular, na maioria das vezes com atrasos significativos, acompanhados de aumento de oleosidade da pele, aumento dos pêlos na face, tórax, abdome e costas (hirsutismo), ganho de peso, entre outras manifestações sugestivas dessa patologia, que podem causar desconforto ou constrangimento. Essas alterações podem estar em parte presentes, em maior ou menor grau.

     O diagnóstico é feito após se afastar outras possíveis causas de alterações hormonais e inclui a avaliação clínica e a realização de um ultrassom da pelve para avaliar os ovários, associado a exames laboratoriais.

     O tratamento inicial envolve controle alimentar com foco do controle glicêmico, pela resistência insulínica quando presente e atividade física regular, e perda de peso. O uso de contraceptivos com efeito antiandrogênicos (que diminuem os hormônios masculinos – testosterona) em geral fazem um bom controle do quadro, com melhora do fator estético, regressão dos cistos e regulação hormonal. Muitas vezes há necessidade de associar medicações para controle da resistência insulínica para evitar maiores alterações metabólicas. Alguns medicamentos novos tem sido estudados para contribuir nesse controle, com menos efeitos colaterais. É importante a manutenção do controle hormonal para contribuição no sucesso em futuras tentativas de gestação, que algumas vezes, em quadros mais severos de anovulação (dificuldade em ovular) pode necessitar de tratamento específico com associação de indutores da ovulação.

     Cada caso deve ser analisado com cautela, pois a doença apresenta manifestações clínicas e metabólicas diferentes e o tratamento e controle devem ser individualizados. É importante estar atentas ao ciclo menstrual e qualquer dúvida procurar o ginecologista para verificar se há alguma anormalidade e prevenir complicações futuras.

 

Dra. Gigliola Valério Lima Bublitz

Ginecologista CRM 20648

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